Casamento no Padre Cacique ensina que nunca é tarde para amar

Publicada em 13.06.2011


Ari e Leopoldina se casaram no dia dos namorados.

Mais que uma cerimônia comum de casamento, foi uma prova de amor à vida. A união de Ari Castro (91 anos) e Leopoldina Cardoso de Souza (82 anos) ensinou aos que assistiam que sempre é possível não se deixar vencer pela tristeza e abandono. Basta ter vontade de viver.

A solenidade foi realizada no dia dos namorados, na capela do Asilo Padre Cacique, às 10h30m, pelo Padre Tarciso Scherer. Compareceram cerca de 100 pessoas, que testemunharam as mãos um tanto trêmulas se entrelaçando com as alianças expostas. O peito estufado de orgulho e os olhos brilhantes do casal, como se fossem jovens e estivessem prontos para explorar o mundo inteiro juntos. E de fato estão.

O ritual tradicional de casamento foi interrompido no momento da troca de alianças. Ari segurou a mão de Leopoldina, e enquanto colocava em seu lugar, proferiu um versinho que havia ensaiado.

- O sol nasceu para as flores. O calor para os velhinhos. A vida para os amores, e para ti, o meu carinho - disse.

Leopoldina não conteve a emoção. Enxugando as lágrimas, parecia não acreditar no que estava acontecendo.

- Adorei! Não esperava nada disso. Ele nunca havia me citado nenhum versinho. Sempre está fazendo surpresas! - comentou Leopoldina.

Quando indagados sobre suas próximas ambições, eles ironizam a pergunta. Sabem que o plano mais importante já foi concretizado.

- Estamos emocionados. De momento, não pensamos em filhos (risos). Nós vamos aproveitar nossa união, e que Deus nos dê saúde para viver muitos anos juntos - relatam.

Ao fim da cerimônia, todos os presentes comemoraram. Lotaram a sala de visitas do Asilo, esperando sua chance de dar um longo abraço e bater uma fotografia com os velhinhos. Não ficou claro quem estava mais feliz. O casal, contente com a celebração, ou os participantes, gratos pela lição que levarão em suas memórias.

As aventuras não param por aí. O próximo passo é curtir uma excelente lua de mel em Salvador, na Bahia. Ari guarda boas expectativas quanto à viagem.

- Eu conheço o Rio, mas nunca fui a Bahia. Vamos ver se é verdade que a baiana tem sete saias - brinca.

Redação: Rafael Dias Borges
Coordenação: Marcelo Matusiak


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Fonte: Play Press Assessoria de Imprensa