História de amor termina em casamento no Asilo Padre Cacique

Publicada em 08.06.2011


Ari Castro e Leopoldina Cardoso de Souza
A idade não foi um empecilho para Ari e Leopoldina, que vão se casar no dia dos namorados.

O dia mais romântico do ano será muito especial no Asilo Padre Cacique. No dia 12 de junho, às 10h, a história de amor de Ari Castro (91 anos) e Leopoldina Cardoso de Souza (82 anos) será celebrada com um lindo casamento. De trajetórias de vidas distantes, a união era dada como "pouco provável" por Ari, que já havia sido casado por 58 anos. Porém, como todo bom romance, o papel do cupido é fundamental: a flecha foi atirada pelas mãos de Loreni Edina Agüero, professora voluntária do coral do Asilo, atividade onde os dois se conheceram. Um amigo secreto do grupo se mostrou a oportunidade perfeita para aproximá-los. Aproveitando a ocasião, Loreni trocou os papéis para que Ari sorteasse Leopoldina.

A partir de então, as conversas aumentaram e o companheirismo se fez presente na vida dos apaixonados. Ambos encontraram uma motivação maior para continuar.

- Antes de me mudar para o Asilo, eu me sentava na praça e assistia os casais conversando e ficava sozinho. Aquilo me doía, me chateava. Agora não! Nós nos encaixamos bem. Ela gosta de baile que nem eu. O único problema é que não sou muito familiarizado com CTG, porque fui criado no samba. Mas estou me esforçando - assegura Ari.

O namoro dos velhinhos não é nada monótono. Eles mantêm uma rotina de viagens pelo interior do Estado.

- Não conseguimos ficar parados. Fomos para Rio Grande, Pelotas, Cassino, São José do Norte e outros. Conhecemos tudo por lá. Já fizemos uma turnê - comentam.

Se não estão fora da capital, os dois se dedicam a redescobrir Porto Alegre. A última aventura foi um passeio de barco pelo Guaíba, assistindo ao pôr-do-sol da Usina do Gasômetro.

Em princípio o casamento seria simples. Apenas uma bênção de um padre já seria o suficiente para que eles fossem felizes. Mas, ao saber do desejo do casal, o Asilo Padre Cacique responsabilizou-se pelo planejamento da solenidade. Como toda noiva, Leopoldina está ansiosa para a cerimônia.

- O casamento será como se fôssemos jovens. Tem até aia para levar as alianças, tapete vermelho e tudo! O pessoal é maravilhoso. Eu não tenho palavras para agradecer - disse a noiva.

O casamento está marcado para as 10h30 de sábado na Capela do Asilo Padre Cacique. A lua de mel seria em Santa Catarina ou Paraná, mas devido ao frio da época, decidiram viajar para a Bahia no início de julho. Quando retornarem, continuarão suas aventuras juntos.

Agora eles não têm motivos para sentarem em bancos de praças sozinhos. Não existe mais razão para tristeza. Só admiração, carinho e respeito entre os futuros marido e mulher.

Redação: Rafael Dias Borges
Coordenação: Marcelo Matusiak


Fonte: Play Press Assessoria de Imprensa